Correios contratam jovens que procuram pelo primeiro emprego e com carteira assinada

Confira os pré-requisitos e o passo a passo para se inscrever no programa, que garante uma série de benefícios aos contratados

Estudantes a partir do 9º ano podem ter o seu primeiro emprego nos Correios

Estudantes a partir do 9º ano podem ter o seu primeiro emprego nos Correios | Reprodução

Os Correios abriram as inscrições para o seu novo processo seletivo, com oportunidades voltadas para candidatos de níveis fundamental e médio, principalmente para aqueles que procuram o primeiro emprego e com carteira assinada (CLT). As vagas contemplam diversas regiões do Brasil e as inscrições são gratuitas.

Segundo o edital de 2026, podem se inscrever candidatos que cursaram ao menos o 9º ano do ensino fundamental ou que estejam frequentando a escola, caso não tenham concluído o nível médio. No ato da contratação, os selecionados deverão ter entre 14 e 21 anos completos; no entanto, pessoas com deficiência podem se inscrever mesmo que tenham idade superior a 21 anos.

Sobre o cargo

Os aprovados serão contratados por prazo determinado, com duração de até 24 meses consecutivos (2 anos), sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O pacote de benefícios inclui salário mínimo-hora, vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme fornecido pelos Correios. A jornada de trabalho será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias.

Entretanto, o interessado deverá se atentar na lista de exigências abaixo, que poderão acarretar na eliminação imediata do processo seletivo:

  • Idade: Ter entre 14 e 21 anos completos no momento da contratação (a idade máxima não se aplica a candidatos com deficiência).
  • Escolaridade: Estar matriculado e frequentando as aulas, caso ainda não tenha concluído o Ensino Fundamental ou Médio.
  • Nacionalidade: Ser brasileiro (nato ou naturalizado) ou estrangeiro com situação regularizada e legalizada para trabalho no Brasil.
  • Ineditismo: Nunca ter trabalhado nos Correios antes, seja como Jovem Aprendiz ou em qualquer outro regime de contratação.
  • Cursos anteriores: Não ter concluído nenhum curso de aprendizagem que tenha conteúdo idêntico ou muito parecido com o oferecido pelo programa dos Correios.
  • Disponibilidade: Ter horário livre para cumprir a jornada de aprendizagem no turno que escolher no momento da inscrição.
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Como se inscrever

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site dos Correios até as 23h59 do dia 11 de abril. O processo seletivo é composto por quatro etapas: inscrição (classificatória), comprovação de requisitos (eliminatória), exames médicos pré-admissionais (eliminatórios) e contratação.

A formação técnico-profissional poderá ser realizada nas modalidades presencial ou a distância. O Programa de Aprendizagem seguirá o sistema dual: composto por uma etapa teórica (curso de 120 horas realizado por entidade parceira) e uma etapa prática, que ocorrerá nas instalações dos Correios.

Sobre os Correios

Dona da maior infraestrutura logística do país, a empresa tem se modernizado constantemente para competir com transportadoras privadas, focando na eficiência de serviços como o Sedex e o PAC. A estatal também é vista como uma excelente porta de entrada para o mercado de trabalho, especialmente para quem busca o primeiro emprego por meio do programa Jovem Aprendiz ou de concursos públicos.

Ambas as modalidades de ingresso costumam ser muito concorridas, pois oferecem benefícios como carteira assinada (CLT), vale-refeição e curso de formação profissional para jovens entre 14 e 21 anos.

Em julho de 2025, o serviço inaugurou o Mais Correios, nova plataforma de comércio eletrônico que já reúne mais de 500 mil produtos em 25 categorias, como eletrodomésticos, celulares, informática e móveis. As entregas são feitas em todo o território nacional, com parcelamento em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito.

Privatização

No último dia 18 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em Brasília, que não vai privatizar os Correios enquanto estiver no cargo e disse que o governo discute uma reestruturação para recolocar a estatal “de pé”, em meio às dificuldades financeiras da empresa.