Cuidado onde pisa: Bagres invadem praias de Ubatuba e autoridades fazem alerta

O aumento da temperatura do mar traz peixes para perto da areia em todo o litoral; saiba o que fazer em caso de contato ou acidente

A presença de bagres em diversas praias de Ubatuba tem chamado a atenção

A presença de bagres em diversas praias de Ubatuba tem chamado a atenção | Divulgação/PMU

A presença de bagres em diversas praias de Ubatuba tem colocado moradores e turistas em estado de atenção neste final de ano. O fenômeno, que se estende por mais de 100 quilômetros de costa, está relacionado às recentes alterações nas condições ambientais, especialmente à elevação da temperatura da água do mar.

O calor excessivo provoca estresse térmico nos animais, fazendo com que sejam encontrados frequentemente em áreas rasas ou até mesmo mortos na faixa de areia. Embora não seja uma espécie agressiva, o bagre possui ferrões que servem como mecanismo de defesa e podem causar ferimentos dolorosos se forem pisados ou manipulados de forma incorreta.

A Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca de Ubatuba esclarece que a situação não é isolada e tem sido registrada em toda a faixa litorânea entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina. O secretário adjunto da pasta, José Mario Nespoli Mariko, reforçou a necessidade de cautela ao caminhar na água.

“O bagre não é um peixe agressivo, mas, ao ser pisado ou manipulado, pode reagir. Por isso, é fundamental evitar o contato direto e ter cuidado ao caminhar dentro da água, especialmente em áreas mais rasas. É fundamental evitar o contato direto, pois o animal morto ainda pode ferir com seus espinhos”, declarou Mariko.

Cuidado com os bagres!

A orientação oficial é que banhistas evitem tocar nos peixes, vivos ou mortos, e mantenham atenção redobrada com as crianças. Caso ocorra algum acidente, a recomendação é não tentar remover fragmentos do ferrão por conta própria e procurar atendimento médico imediato em uma unidade de pronto atendimento.

O município segue monitorando a costa e reforça que o surgimento desses animais faz parte da dinâmica natural do ecossistema marinho durante picos de temperatura no verão.