Vai para Ilhabela? Nova taxa de até R$ 140 começa a ser cobrada na próxima semana

Prefeitura assina ordem de serviço para Taxa de Preservação Ambiental (TPA); carros de passeio pagarão R$ 48 por dia para entrar na cidade

Moradores de Ilhabela e São Sebastião não pagam; saiba como realizar o pagamento online

Moradores de Ilhabela e São Sebastião não pagam; saiba como realizar o pagamento online | Divulgação/Prefeitura de Ilhabela

A partir da próxima semana, turistas que visitarem Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, começarão a pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA).

A ordem de serviço para implantação do sistema foi assinada pelo prefeito Toninho Colucci na segunda-feira (12). A cobrança, inicialmente prevista para dezembro de 2025, havia sido suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) após questionamentos sobre a licitação.

A empresa vencedora do processo licitatório tem até 10 dias para concluir a instalação dos mecanismos de cobrança. Segundo a prefeitura, a TPA visa financiar ações de conservação, manutenção e preservação do patrimônio natural do município.

“É um instrumento para assegurar que moradores e visitantes usufruam de uma cidade mais limpa, organizada e sustentável”, justifica a administração municipal.

Confira os valores da TPA:

  • Motocicletas: R$ 10
  • Carros de passeio, utilitários e kombis: R$ 48
  • Vans e caminhões: R$ 70
  • Micro-ônibus: R$ 100
  • Ônibus: R$ 140

O pagamento poderá ser feito via boleto emitido online ou no Centro de Atendimento ao Usuário. Futuramente, a cobrança também será realizada por meio de tags eletrônicas e sistemas automáticos de identificação veicular, após credenciamento das operadoras.

Isenções

Ficam isentos automaticamente da taxa os veículos registrados em Ilhabela e em São Sebastião. A medida busca equilibrar o impacto do turismo de massa, que chega a multiplicar a população da cidade nos verões, com a necessidade de investimento em infraestrutura e preservação ambiental.

A implantação da TPA marca um novo capítulo na gestão do fluxo turístico no arquipélago, que há anos debate como financiar a manutenção de suas praias, trilhas e áreas protegidas diante do crescente número de visitantes.