Maré vermelha: Prejudicados pelo fenômeno podem receber até R$ 40 mil

O objetivo é de proporcionar suporte financeiro imediato aos produtores, garantindo a manutenção das atividades e recuperação dos prejuízos

A Maré Vermelha pode causar intoxicação, náuseas, vômitos, diarreias, dores abdominais, tonturas e dores de cabeça

A Maré Vermelha pode causar intoxicação, náuseas, vômitos, diarreias, dores abdominais, tonturas e dores de cabeça | Divulgação/Cetesb

O governo de Santa Catarina anunciou a liberação de uma linha de financiamento emergencial destinada aos maricultores impactados pela maré vermelha. O objetivo é de proporcionar suporte financeiro imediato aos produtores, garantindo a manutenção das atividades e recuperação dos prejuízos.

A linha de crédito, coordenada pela Secretaria de Estado da Aquicultura e Pesca com recursos do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR)  oferece condições especiais, como taxas de juros reduzidas e prazos estendidos para pagamento. De acordo com o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca de SC, Tiago Bolan Frigo, o objetivo é auxiliar os maricultores que enfrentam grandes dificuldades após a interdição de áreas de cultivo.

“A maricultura é uma atividade fundamental para a economia do estado e para a subsistência de muitas famílias. Não podemos deixar esses trabalhadores desamparados. Vamos disponibilizar o valor de até R$ 40 mil para cada maricultor afetado pela maré vermelha, com prazo de pagamento do financiamento em até 18 meses, sem juros e com carência de meio ano”

Os Maricultores interessados em acessar o financiamento emergencial devem procurar o escritório da Epagri do seu município para obter mais informações sobre os requisitos e a documentação necessária.

Maré vermelha

A Maré Vermelha é um fenômeno causado pela proliferação excessiva de algas marinhas, principalmente tóxicas, e apareceu no litoral de Santa Catarina.

O que ele provoca?

O fenômeno pode causar intoxicação, náuseas, vômitos, diarreias, dores abdominais, tonturas e dores de cabeça, associados ao consumo de frutos do mar contaminados, além de irritação respiratória no caso das toxinas no ar.

O aumento na população dessas microalgas é causado também pela concentração de nutrientes e matéria orgânica no mar e pode ter relação com a tragédia que aconteceu no Rio Grande do Sul, estado vizinho de Santa Catarina.