Da facada à UTI: relembre o histórico de doenças enfrentadas por Jair Bolsonaro

Internado com broncopneumonia, ex-presidente acumula cirurgias, crises intestinais e diversas internações desde o atentado de 2018

Diagnosticado com broncopneumonia bacteriana, o ex-chefe do Executivo brasileiro voltou a receber atendimento intensivo

Diagnosticado com broncopneumonia bacteriana, o ex-chefe do Executivo brasileiro voltou a receber atendimento intensivo | Reprodução/Instagram

A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é só mais um recorte do histórico de problemas de saúde enfrentados pelo político nos últimos anos.

Diagnosticado com broncopneumonia bacteriana, o ex-chefe do Executivo brasileiro voltou a receber atendimento intensivo após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio e calafrios.

O episódio é mais um em uma série de problemas médicos enfrentados pelo ex-presidente nos últimos anos, muitos deles relacionados às sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

A seguir, relembre os principais episódios de saúde que marcaram a trajetória de Bolsonaro.

2018: facada durante campanha eleitoral

O primeiro grande episódio ocorreu em setembro de 2018, quando Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora.

O atentado provocou graves lesões abdominais e levou o então candidato a passar por cirurgias emergenciais e semanas de internação. O episódio deixou sequelas no sistema digestivo, que passaram a gerar complicações recorrentes ao longo dos anos seguintes.

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2019 a 2022: crises intestinais e novas cirurgias

Durante o mandato presidencial, Bolsonaro enfrentou vários episódios de dores abdominais e foi hospitalizado em diferentes ocasiões.

Entre os diagnósticos mais recorrentes esteve a Suboclusão intestinal, condição caracterizada por uma obstrução parcial do intestino que pode causar dor intensa, vômitos e dificuldade de digestão.

As crises foram associadas às cicatrizes e aderências internas resultantes das cirurgias realizadas após o atentado de 2018. Em alguns casos, o ex-presidente precisou passar por novos procedimentos médicos e permanecer hospitalizado para tratamento.

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2023 a 2025: acompanhamento médico frequente

Após deixar a Presidência, Bolsonaro continuou realizando avaliações médicas regulares e exames relacionados ao sistema digestivo.

Os episódios de dor abdominal e desconforto intestinal continuaram sendo monitorados por equipes médicas, em razão das complicações associadas às cirurgias anteriores.

2026: broncopneumonia leva Bolsonaro à UTI

O quadro mais recente ocorreu nesta sexta-feira (13), quando Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar febre alta, calafrios, sudorese e queda da saturação de oxigênio.

Exames laboratoriais e de imagem confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Segundo o hospital, o ex-presidente permanece na UTI, recebendo antibióticos por via intravenosa e suporte clínico.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de prisão na unidade conhecida como Papudinha, após decisão do Supremo Tribunal Federal no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

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Saúde sob atenção constante

Desde o atentado de 2018, o estado de saúde de Bolsonaro tem sido acompanhado de perto por médicos e autoridades. As sequelas das cirurgias abdominais e os episódios recorrentes de complicações clínicas mantêm o ex-presidente sob monitoramento constante.

A evolução do quadro atual de broncopneumonia deverá definir os próximos passos do tratamento médico. Enquanto isso, Bolsonaro permanece internado sob observação na UTI.