Após críticas, Tarcísio nomeia 4 mil policiais civis em SP

Ação prevê contratação de 2.208 escrivães, 1.260 investigadores, 353 delegados e 196 médicos-legistas; sindicato diz que déficit é de 17 mil agentes

Anúncio vem após uma série de críticas da Polícia Civil em relação ao governo paulista,

Anúncio vem após uma série de críticas da Polícia Civil em relação ao governo paulista, | Divulgação/Polícia Civil

O Governo de São Paulo convocou na última sexta (3) mais de 4 mil aprovados em concurso para vagas na Polícia Civil. A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou se tratar “da maior nomeação da história para os quadros da instituição”.

“São milhares de novos profissionais que vão compor o nosso time nas forças de segurança e estarão presentes nas delegacias da Capital, do interior e do litoral”, garantiu o governador.

“Algo que era requerido pela sociedade há muito tempo e que agora vai fazer a diferença para proteger nossa população e reforçar o combate permanente ao crime em São Paulo”, disse ainda.

A decisão contempla os candidatos aprovados no concurso de 2022, além de todos os remanescentes. A medida prevê a formação e contratação de 2.208 escrivães, 1.260 investigadores, 353 delegados e 196 médicos-legistas.

Déficit

O anúncio vem após uma série de críticas da Polícia Civil em relação ao governo paulista, principalmente sobre o déficit de agentes e os salários abaixo da média nacional.

Segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), em fevereiro deste ano havia17.324 cargos vagos em todo o Estado, enquanto o número de cargos existentes é de 41.912. Ou seja, um déficit de 41%.

Recentemente, o governo paulista teve outro atrito com a categoria. O Sindpesp protestou contra a exclusão da Polícia Civil na operação Fim da Linha, deflagrada, recentemente, contra empresas suspeitas de ligação com o crime organizado no Estado.

Pegou mal

A indignação se estendeu a uma declaração do secretário da Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite, de que “a Polícia Militar vai assumir o protagonismo do combate ao crime organizado”.

“Não adianta distribuir atribuições de uma instituição para outra. É urgente a recomposição dos quadros da Polícia Civil. Hoje, o déficit é de 17.324 profissionais. Recentemente, o Governo de São Paulo autorizou a nomeação dos aprovados no concurso de 2022, ou seja, de um certame que se arrasta há dois anos. Mas não chamou todos os remanescentes aptos à contratação. Esse é outro problema para o qual precisamos de solução”, afirmou a delegada Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp.