Após quatro dias de prisão, MC Poze do Rodo é solto a pedido da Justiça

A decisão foi do desembargador Peterson barroso Simão, com justificativa de que a medida era desnecessária no atual estagio das investigações

Os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária na residência do cantor

Os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária na residência do cantor | Divulgação

Na última segunda-feira (2), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus ao cantor MC Poze do Rodo. O artista havia sido preso na última quinta-feira (29), acusado de apologia ao crime e envolvimento com o Comando Vermelho.

A decisão foi do desembargador Peterson barroso Simão, que revogou sua prisão temporária, com justificativa de que a medida era desnecessária no atual estagio das investigações.

O magistrado avaliou elementos de prova mais relevantes para apuração dos fatos e determinou a libertação do artista mediante cumprimento de medidas cautelares.

Entre as restrições impostas, MC Poze deverá comparecer mensalmente a Justiça, esta proibido de contatar demais investigados e pessoas ligadas ao Comando Vermelho, além de não poder sair do estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial.

Prisão

O cantor MC Poze foi preso em sua casa no Recreio dos Bandeirantes,  na zona oeste do Rio de Janeiro, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

A prisão foi alvo de críticas por parte do desembargador Peterson Barroso Simão, que apontou indícios de irregularidades no procedimento. “O paciente teria sido algemado e tratado de forma desproporcional, com ampla exposição midiática, fato a ser apurado posteriormente”, escreveu o magistrado em trecho da decisão.

O desembargador também destacou que o funkeiro já havia sido investigado em processo semelhante e foi absolvido em duas instâncias.

De acordo com a Polícia Civil, MC Poze teria se apresentado em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com segurança feita por traficantes armados.

Em um vídeo anexado ao inquérito, o cantor aparece em um baile funk na Cidade de Deus, no dia 17 de maio, cantando músicas que exaltariam líderes da facção. Um homem com um fuzil aparece filmando o show.

Dois dias depois, o policial civil José Antônio Lourenço, da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), foi morto com um tiro na cabeça na mesma comunidade.

Durante a operação, os agentes apreenderam um BMW X6 avaliado em cerca de R$ 1 milhão. O veículo estava com a cor alterada, em desacordo com o documento, o que configura infração administrativa.

O caso corre sob segredo de Justiça e a investigação segue em andamento.