Uma quadrilha que aplicava golpes financeiros em bancos digitais foi alvo de uma operação realizada nesta semana pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande.
A ação resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em três municípios da Baixada Santista: Praia Grande, Santos e São Vicente.
A investigação teve início após o Nubank detectar movimentações suspeitas envolvendo seu sistema de reconhecimento facial. A equipe de segurança do banco identificou o uso da mesma biometria em múltiplas contas abertas com documentos adulterados, o que levantou suspeitas de fraude. A partir do alerta, a Polícia Civil deu início a uma apuração detalhada.
Na prática, os criminosos utilizavam identidades falsas para abrir contas e solicitar empréstimos e financiamentos em nome de terceiros.
Com documentos forjados e o uso repetido de um mesmo rosto para validar os cadastros, conseguiam burlar os mecanismos de segurança e liberar grandes quantias.
As diligências ocorreram na manhã de quinta-feira (24). Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam aparelhos eletrônicos, como celulares e notebooks, além de cartões bancários.
Todo o material será submetido à perícia e poderá revelar novos participantes e ramificações do esquema.
O delegado Luiz Ricardo Lara, que conduz o caso, afirmou que a estimativa inicial é de um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil. Já o Nubank, em nota oficial, informou que o impacto financeiro detectado pela empresa até o momento é de R$ 116 mil.
Ainda segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento, e os dados recolhidos poderão levar a novos desdobramentos. O objetivo é identificar todos os envolvidos e aprofundar o entendimento sobre a atuação da quadrilha na região.
