Operação da Polícia Civil detém 542 pessoas em 24 horas na Baixada e Vale

Ação deteve falsa médica, fechou fábrica clandestina de pescados e prendeu estivador por tráfico perto de escola

Uma operação da Polícia Civil contra crimes diversos deteve, em 24 horas, 542 pessoas na Baixada Santista do Vale do Ribeira entre quarta-feira (23) e esta quinta-feira (24). Dentre as principais ações estão a detenção de uma falsa médica que agia em um consultório na Avenida Conselheiro Nébias, no  Boqueirão, em Santos, o fechamento de uma fábrica clandestina de industrialização de pescados no bairro Chácara Itaguaí, em Mongaguá, e a prisão de um estivador acusado de vender drogas perto da Vila Criativa, na Vila Nova, também em Santos.

Ao anunciar os resultados da operação, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (24), o delegado seccional de Santos, Carlos Topfer Schneider, destacou os resultados alcançados, que incluem a apreensão total de 73 quilos de drogas e retirada de circulação de 12 armas de fogo, e frisou a importância deste tipo de trabalho para aumentar a sensação de segurança da população e redução de indicadores criminais.

Das 542 pessoas detidas, 287 ficaram efetivamente recolhidas, incluindo 26 adolescentes. Acusadas de crimes de menor potencial ofensivo, 255 pessoas foram liberadas após os registros.

Schneider afirmou que a prisão do acusado de tráfico próximo à Vila Criativa foi a 26ª deste ano nestes moldes, perto de unidades de ensino, na área da Delegacia Seccional de Santos.

“Cada um que tentar insistir em continuar com isso vai ser preso pela Polícia Civil”, afirmou o seccional.

A prisão do estivador foi feita por policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos, que agiram sob o comando do delegado Rubens Barazal e do investigador Luiz Fonseca.

Barazal, que assumiu a delegacia especializada neste mês ao retornar para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6), ressaltou na entrevista coletiva que o tráfico em pequena, média e grande escala será combatido.

“Atrás do tráfico a gente percebe que vem uma série de outros crimes, como homicídios, roubos e furtos”, disse ele.

O delegado também mencionou a apreensão de uma tonelada de maconha em uma empresa de logística, realizada na terça-feira (22), que foi o recorde do ano e contou com a participação de policiais da Dise, da Delegacia de Guarujá e de São Vicente.  Um motorista de empilhadeira foi preso.

Falsa médica
A enfermeira, que segundo a Polícia Civil, atuava como falsa médica dermatologista foi descoberta por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos em uma apuração iniciada a partir de uma queixa de uma paciente. A detenção ocorreu na quarta-feira (23), no consultório, após 16 dias de investigações a partir da queixa.

O delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior, titular da DIG, disse na coletiva que “além da lavratura de Termo Circunstanciado (TC) pelo crime de exercício ilegal da medicina, foi também lavrado boletim de ocorrência para serem apurados os crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, falsificação de documento e furto, uma vez que foram encontrados em poder da suspeita carimbos de outros médicos, os quais disseram ter sido vítimas de subtração pretérita”.

A enfermeira foi liberada após o registro do caso, uma vez que o crime de exercício ilegal de medicina tem pena que não ultrapassa dois anos. 

A equipe de Lara e do investigador Paulo Carvalha prossegue com as investigações e aguardará laudos do Instituto de Criminalística (IC).

Fábrica clandestina

Ao comentar o fechamento da fábrica clandestina de industrialização de pescados, o delegado Carlos Henrique Fogolin, seccional de Itanhaém, afirmou que a gerente foi presa em flagrante e diligências continuam para identificar os proprietários, bem como eventuais compradores desses produtos, pelos danos à saúde pública.

Na fábrica, foram apreendidas 38 toneladas de peixes em 21 tanques. “Um local totalmente inapropriado para processamento de pescados e gêneros alimentícios. Um local fétido, um local muito ruim”, disse o delegado. 

A ação que desencadeou o fechamento do local foi feita pela equipe do delegado Luiz Antônio Pereira, titular de Mongaguá, e do investigador Alexandre dos Santos.