Procurado com 2m de altura é reconhecido por policiais e acaba preso em Praia Grande

Ele é acusado de assaltar uma casa onde uma criança de cinco anos implorou para que TV não fosse roubada na Vila Caiçara, mas o item foi subtraído em ação repleta de agressividade

Um procurado pela Justiça que tem 2 metros de altura foi reconhecido por policiais militares no Trevo, em Praia Grande, e acabou preso devido a um mandado de prisão por roubo cometido em agosto do ano passado, na Vila Caiçara. A detenção foi possível devido a um trabalho conjunto entre a PM e a Polícia Civil, que esclareceu o assalto e compartilhou informações. 

O capturado, que tem 21 anos, é acusado de assaltar, com um comparsa, uma casa onde uma criança de cinco anos implorou para que o único televisor da residência não fosse roubado, mas o item foi subtraído em uma ação repleta de agressividade. No delito também foram rendidas e mantidas sob ameaças de morte a mãe da menina e uma irmã dela, de quatro anos, com paralisia cerebral.

As informações sobre a captura do procurado, que ocorreu no último dia 23, foram divulgadas nesta semana pelo 2º Distrito Policial de Praia (Vila Caiçara), responsável pelas investigações do roubo. O outro envolvido segue sendo procurado.

A altura foi determinante para que os PMs reconhecessem o procurado na Rua Joaquim Osório Duque Estrada. 

Com base nas apurações comandadas pelo delegado Juvenal Marques Ferreira Filho, titular do distrito, e pelo investigador-chefe, Olívio Bento, o juiz Antônio Carlos Martins, da 2ª Vara Criminal de Praia Grande, decretou no último dia 27 as prisões preventivas dos dois acusados. Antes, enquanto eram procurados, eles já tinham a prisão temporária decretada.

“Percebe-se que a conduta supostamente perpretada pelos acusados denota personalidade desajustada e violenta, voltada à investida contra o patrimônio alheio, comportamento, portanto, antissocial que compromete a ordem pública”, escreveu o magistrado ao decretar a preventiva.

“Entendo que a prisão é a única medida apta a garantir a regular instrução criminal e manutenção da ordem pública”, assinalou o juiz.