O Governo Federal só pode estar de brincadeira. Diga-se de passagem, uma brincadeira de mau gosto com a área da Habitação. Beira o absurdo enviar o PLOA 2023 com a redução de 91,5% dos recursos destinados ao financiamento habitacional em relação aos valores de 2022.
Como ficam os municípios que contam com projetos para a construção de unidades habitacionais de interesse social? Esse é o caso de Praia Grande, que faz sua parte, oferece as contrapartidas necessárias, como a disponibilização de terrenos, e acaba não tendo o respaldo do ente federativo. É uma realidade triste que prejudica o desenvolvimento das ações da cidade que objetivam beneficiar famílias praia-grandenses que precisam dessas moradias.
Destinar para o Programa Casa Verde Amarela apenas R$ 34 milhões dos R$ 650 milhões solicitados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional é assinar por tabela um atestado de incompetência na gestão dos recursos, algo que se torna cada vez mais comum atualmente no Governo Federal.
Enfim, medidas infelizes como essa reforçam a imagem de que o Governo Federal não tem onde arrumar dinheiro e está cortando inadequadamente quase tudo que não é despesa obrigatória. Desta forma, atinge também setores da Educação, Saúde e Assistência Social, entre outros.
Mesmo uma cidade como Praia Grande, bem estrutura, com as suas finanças equilibradas, que paga em dia seus servidores e fornecedores e possui projetos e ações definidos, sofre com esses desmandes, já que depende de verbas federais para tocar algumas ações, como as da área habitacional. Diante desta realidade, é difícil não pensar que 2023 será mais um ano complicado para quem quer ‘apenas’ trabalhar e solucionar questões em benefício da população.
* Anderson Mendes de Andrade
