Afinal, por que Santos não tem rodízio municipal de veículos?

A cidade descarta medida adotada em São Paulo por menor saturação no trânsito e risco de impacto à classe média

Plano do Governo de SP prevê trânsito e mobilidade urbana muito melhores na Baixada Santista com plano de ações

Plano do Governo de SP prevê trânsito e mobilidade urbana muito melhores na Baixada Santista com plano de ações | Nair Bueno/Diário do Litoral

Você sabe por que Santos não tem rodízio municipal de veículos? Na verdade, o motivo é bem mais simples do que parece: a cidade não adota o método, como ocorre em São Paulo, por avaliar que o nível de saturação do trânsito não justifica a restrição.

Apesar de registrar fluxo intenso em horários de pico e durante a alta temporada, a cidade não apresenta congestionamentos contínuos em toda a malha urbana. E olha que Santos vem crescendo cada dia mais!

Discussões sobre a implantação da medida até já ocorreram, mas foram rejeitadas diante de possíveis impactos socioeconômicos, especialmente para moradores que dependem de um único carro para deslocamentos diários. Estudos indicaram que o rodízio poderia prejudicar a mobilidade de famílias da classe média.

Santos intensifica as ações de recepção aos turistas com o início da campanha A gestão municipal adota outras estratégias para viabilizar o fluxo de veículos/PMS

Dá pra se virar!

Segundo avaliações técnicas, a gestão do tráfego local é feita com alternativas operacionais, como faixas reversíveis e intervenções pontuais coordenadas pela CET-Santos, o que reduz a necessidade de restrições mais rígidas.

Outro fator considerado é a geografia do município. Diferentemente da capital, onde o fluxo se distribui de forma mais ampla e constante, Santos concentra o trânsito em corredores de entrada e saída, o que diminui a eficácia de um rodízio aplicado a toda a cidade.

Com isso, a administração municipal mantém o entendimento de que medidas operacionais são mais adequadas ao perfil viário local do que a limitação de circulação por placas.