Cerca de 200 famílias – aproximadamente 800 pessoas (incluindo crianças e idosos) – sofrem a dura realidade de não contar com água potável na comunidade da Vila Alemoa, em Santos.
A situação provocou uma reunião na Câmara na última segunda feira (25) para buscar uma solução urgente para esse grave problema de saúde pública e ainda diversos outros problemas expostos pelos moradores.
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Uma comissão composta por parte das autoridades fará uma vistoria na área para determinar que providências poderão ser viabilizadas.
Participaram do evento o vereador Benedito Furtado (PSB), o promotor Adriano Andrade de Souza, a superintendente da Sabesp da Baixada Santista, Olívia Mendonça, o gerente regional da Cetesb, Carlos Augusto Mendes, o Ouvidor Público, Rivaldo Santos, o prefeito regional da Zona Noroeste, Kléber Passos, um representante da Secretaria de Meio Ambiente, além da comunidade local.
SABESP
A Sabesp informou ontem que, juntamente com a Prefeitura de Santos, realizará vistoria técnica no intuito de buscar uma solução para o problema, já que se trata de área irregular e não há regularização fundiária para esse local. Prefeitura confirmou a vistoria com a Sabesp com objetivo é buscar uma solução que garanta o saneamento básico no local que tem ocupações irregulares.
Segundo últimos levantamentos oficiais da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Baixada possui somente 966 mil imóveis conectados ao sistema de abastecimento de água e 790 mil ao sistema de esgotamento sanitário da região. Com isso, são atendidos aproximadamente 1,73 milhão de habitantes pelo sistema de abastecimento de água e 1,45 milhão pelo sistema de esgoto.
Vale ressaltar que para conseguir garantir o mínimo de água para as necessidades básicas, quem mora em comunidades puxa mangueiras e utiliza bombas. O chão dos mais de 100 assentamentos irregulares da Baixada é cortado por diversas mangueiras que garantem o fornecimento precário do líquido essencial à sobrevivência.
Já o esgoto, que gera inúmeras doenças e cuja esperança de fornecimento digno já foi perdida pela maioria dos moradores, segue dos banheiros improvisados das palafitas de madeira direto para a maré, córregos, rios, enfim, por outros, gerando um passivo ambiental bastante preocupante.
MORRO DO ITARARÉ
A Vila Alemoa não está sozinha. Outro exemplo de comunidade que não está nos números da Sabesp mas que possui moradores fixos sem saneamento, é a do Morro do Itararé, tema de reportagem publicada em dezembro último pelo Diário.
São cerca de 40 famílias que ocupam a área há anos sem nenhuma estrutura. “Por conta própria, já nos mobilizamos para ter água potável e esgoto (fossas). Mas nossos esforços não são reconhecidos e sequer apoiados”, revelara Hugo de Souza Santos, um dos moradores.
As famílias do Morro do Itararé são formadas por pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores, lavadores de fachadas, ambulantes, entregadores de mercadorias e outros profissionais.
O maior assentamento é o da Comunidade do Dique da Vila Gilda, em Santos, conhecida por ser a maior favela com palafitas do Brasil, com população estimada em seis mil famílias ou 22 mil pessoas vivendo sobre a água, praticamente sem saneamento básico.
