Racismo é tema de discussão neste sábado em Santos

Será às 19 horas na Associação Cultural José Martí, num bate papo com o doutor em Educação Leonardo Sacramento

Leonardo Sacramento irá participar de uma roda de conversa hoje, às 19 horas, na José Martí

Leonardo Sacramento irá participar de uma roda de conversa hoje, às 19 horas, na José Martí | Reprodução/YouTube José Antonio Corrêa Lages

A Associação Cultural José Martí promove hoje, às 19 horas, o lançamento do livro Discurso sobre o branco: notas sobre o racismo e o “apocalipse” do liberalismo (Alameda, 2023), do professor, mestre e doutor em Educação Leonardo Sacramento. O livro é um ensaio analítico sobre a relação entre capitalismo, liberalismo e racismo. A atividade na sede da Martí, na Rua Sergipe, nº 15, Casa 2, no Gonzaga, em Santos.

Durante o bate-papo com o convidado, a casa estará com o bar aberto, com mojitos, bebidas e petiscos. A livraria Celia Sánchez também estará de portas abertas.

Sacramento conta que o livro nasceu do incômodo diante da forma como o racismo é contemporaneamente pautado, vinculando a sua superação com o empreendedorismo em uma das conjunturas mais adversas aos trabalhadores negros, majoritariamente desempregados, desalentados e precarizados na informalidade.

O autor desconfia da assunção dessa pauta pelo grande capital, como banqueiros, justamente em um momento que mais acumulam capitais. Ele pergunta: “Ora, estaria o acúmulo de capitais desvinculado da racialização e do racismo?”

Segundo o autor, o racismo contemporâneo é produto do capitalismo, uma construção do liberalismo a fim de justificar não somente a exportação de capitais para a África, América Latina e Ásia, mas para difundir uma noção de igualdade assentada na opressão sobre os não livres, os negros e nativos.

“Em outras palavras, o racismo pressupõe uma noção de igualdade que é universalizável a um grupo, os brancos da classe dominante e da classe média tradicional. Nos últimos anos, fundações e meios de comunicação investiram em projetos e ações que chamam de ‘antirracistas’, desvinculando os conceitos de capitalismo, imperialismo e liberalismo um do outro, como se o racismo fosse algo alheio ao modo de produção, e transformando aqueles que lucram com o racismo em
antirracista”.