Turismo e dengue: Santos alerta para riscos em imóveis de temporada

O aumento de turistas e o descarte irregular de materiais em imóveis de temporada faz prefeitura iniciar mapeamento dos bairros

O fluxo em imóveis de locação por temporada facilitam o acúmulo de água parada

O fluxo em imóveis de locação por temporada facilitam o acúmulo de água parada | Divulgação/PMS

A Secretaria de Saúde de Santos deu início, nesta semana, à primeira Avaliação de Densidade Larvária de 2026, com foco estratégico nos riscos trazidos pela temporada de verão. 

A ação, que segue até o dia 20 de janeiro, visa mapear os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti em um período crítico: o aumento populacional na cidade e o fluxo em imóveis de locação por temporada facilitam o acúmulo de água parada e o descarte inadequado de resíduos, acelerando o ciclo de reprodução das larvas.

De acordo com Ana Paula Favoreto, chefe dos agentes de combate a endemias, o bairro do Gonzaga foi o escolhido para abrir as vistorias por ter sido o mais afetado no último ano. 

Ela alerta que apartamentos de temporada, que muitas vezes ficam fechados após a saída de turistas, tornam-se focos perigosos quando ralos e vasos sanitários não são devidamente vedados. 

A meta é vistoriar cerca de 600 imóveis para calcular o Índice de Breteau (IB), indicador que define se a cidade está em estado de alerta ou risco de surto.

Balanço e ações preventivas

Os dados de 2025 reforçam a necessidade de vigilância: Santos contabilizou 4.772 casos de dengue e cinco óbitos no ano passado. 

A última medição do índice larvário, realizada em janeiro de 2025, registrou 3,4 — valor que coloca o município em estado de alerta (quando o índice supera 1).

Para combater esses números, a prefeitura mantém uma programação educativa intensa nesta semana, com estandes no Novo Quebra-Mar nesta quinta (8) e orientações a passageiros na rodoviária na sexta (9).

Além das vistorias e mutirões, a vacina contra a dengue continua disponível nas policlínicas para o público de 10 a 14 anos. 

As autoridades reforçam que a colaboração dos síndicos e moradores é essencial, especialmente na manutenção de telas em ralos, limpeza de bandejas de geladeira e verificação de calhas, garantindo que o lazer da temporada não resulte em um aumento de casos de arboviroses.