O governador do Estado, João Doria (PSDB), disse, na manhã desta quarta-feira (18), que é “preciso que a Prefeitura conduza e lidere o processo” de restauração da Ponte dos Barreiros, que liga as áreas insular e continental de São Vicente.
Nesta condição, conforme afirmou Doria, o Governo do Estado vai ajudar com metade dos recursos para a obra completa.
“Havendo o projeto executivo, o recurso já está consignado, reservado para ser investido”, declarou em Praia Grande, onde inaugurou a nova sede do batalhão da PM em Praia Grande, o 45º BPM/I.
Questionado sobre a possibilidade de a Justiça definir, a pedido do Ministério Público, que a Prefeitura e o Estado sejam os responsáveis por conduzir as obras da ponte, interditada desde o dia 30 de novembro por ordem da própria Justiça, Doria afirmou que para fazer uma boa gestão “não precisa ter Ministério Público, precisa ter atitude”.
Em nota, a Prefeitura de São Vicente disse que lamenta a postura do governador , ao negar responsabilidade sobre a condução do processo, e afirma que aguarda uma visita de Doria à ponte, de uso metropolitano (leia mais após intertítulo).
“O Governo do Estado de SP nunca se furtou a ajudar e apoiar, como não está se furtando agora a ajudar e apoiar. Mas quem conduz a política pública de infraestrutura é o município. Isso é óbvio. Não há questionamento. (…) Não tem jogo de empurra, mas alguém tem que liderar esse processo, e quem lidera esse processo? É o município”, afirmou o governador.
Doria diz que já foram liberados pelo Estado R$ 9 milhões para as medidas emergenciais. “Na sequência, tão logo a Prefeitura possa fazer os novos laudos e um projeto executivo, nós contribuiremos também (com metade do investimento)”, afirmou.
Ele ainda disse que já orientou o secretário de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, e o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Pinedo, para colaborar e ajudar financeiramente a Prefeitura.
Prefeitura
A gestão Pedro Gouvêa (MDB) afirmou que Doria segue utilizando discurso político, em detrimento do discurso administrativo, mesmo em um momento delicado como que está sendo vivido pelos mais de 150 mil moradores da Área Continental.
“A cada nova declaração, o governador procura criar uma situação que, além de não abrir perspectivas positivas, ainda causa embaraço a sua própria imagem, pois contradiz fatos que são públicos, conhecidos e já divulgados pela mídia. É o caso do projeto executivo que o governador coloca como impedimento para que todo o processo comece a sair do discurso e do papel”, diz a Prefeitura.
A Administração Municipal diz que Doria omite, em suas palavras, “que o Estado investiu recursos públicos dos contribuintes paulistas para a elaboração do projeto básico executivo, que já deveria ter sido apresentado pela empresa Malbertec, e do laudo técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)”.
“Ou seja, foi o Estado quem chamou para si a responsabilidade por uma obra que é sua. Afinal, a ponte é um equipamento de uso metropolitano”, salienta a Prefeitura.
“Equipamentos como a Ponte dos Barreiros, o Presídio do Samaritá, a Ponte Pênsil ou as rodovias, mesmo estando no Município, são conduzidos e mantidos pela política pública do Governo do Estado”, afirma a gestão Pedro Gouvêa.
