Apesar do comparecimento da empresa à reunião de mediação, não houve avanços na tentativa regularizar a situação preocupante dos trabalhadores da empresa Poupafarma que ainda esperam a definição de um prazo para o recebimento das verbas rescisórias.
Diante da falta de qualquer garantia ou compromisso da empresa com relação à fixação de um prazo para a resolução do problema na reunião ocorrida no Ministério Público do Trabalho, a diretoria do Sinprafarmas acredita que será acatado seu pedido de intervenção e que o Ministério Público do Trabalho acionará a Poupafarma judicialmente para que a situação seja regularizada. “Acreditamos que o nosso pedido de intervenção vá gerar sanção para a empresa, já que os empregados ainda não têm garantido o recebimento das verbas rescisórias”, lamenta o presidente do Sinprafarmas, Giovani Guimarães.
O silêncio do setor patronal e informações desencontradas que circulam pela base, há muito tempo, são fatores preocupantes porque visam desmobilizar os trabalhadores. Ainda de acordo com o presidente do Sinprafarmas, “é triste o que está ocorrendo e procuramos, na medida de nossas possibilidades, ajudar a categoria também nessa hora aflitiva. O fechamento de centenas de postos de trabalho preocupa. Vamos atuar e acompanhar com extremo rigor o andamento desse processo a fim de que todos possam receber cada centavo devido pela empresa”.
O Sinprafarmas reforça a recomendação de que os trabalhadores prejudicados procurem o sindicato para ingressarem com a ação judicial visando a cobrança da empresa pelo pagamento não apenas das verbas rescisórias, como também dos demais direitos pendentes, como salários atrasados, vale refeição, depósitos de FGTS, abono previsto na Convenção Coletiva, etc.
A reportagem do Diário do Litoral busca respostas da Poupafarma sobre prazos e pagamentos dos trabalhadores, mas não recebe retorno desde a primeira reportagem sobre o caso.
