A Amazon anunciou que passará a disponibilizar máquinas automáticas de dispensação de remédios semelhantes a máquinas de venda de snacks dentro de algumas clínicas da rede One Medical, que pertence à própria empresa.
Os quiosques funcionarão como uma extensão da Amazon Pharmacy, braço farmacêutico da companhia, e permitirão que pacientes retirem seus medicamentos logo após uma consulta médica.
Segundo informações publicadas pelo site The Verge, os aparelhos estarão abastecidos com remédios de uso comum, como antibióticos, inaladores e medicamentos para pressão arterial mas não incluirão substâncias controladas nem fármacos que precisem de refrigeração.
Como vai funcionar
O sistema é simples: após a consulta, o médico envia a prescrição diretamente para o quiosque digital da Amazon. A receita é analisada por farmacêuticos da empresa, e o paciente pode retirar o medicamento escaneando um código QR gerado no aplicativo Amazon Pharmacy, o que reduz o tempo de espera para apenas alguns minutos. A iniciativa foi destacada pelo portal Entrepreneur, que apontou que a proposta busca eliminar uma das principais barreiras do setor: o fato de muitos pacientes não retirarem suas prescrições por causa da necessidade de se deslocar até uma farmácia física.
Atendimento virtual e conveniência
O modelo também inclui consultas virtuais com farmacêuticos, para esclarecer dúvidas sobre o uso dos medicamentos, conforme informou o The Verge. A ideia é tornar o processo de prescrição e retirada mais integrado, rápido e acessível.
De acordo com a CBS News, o movimento da Amazon ocorre em um momento em que grandes redes de farmácias tradicionais enfrentam dificuldades financeiras e fechamentos de lojas nos Estados Unidos. Esse cenário abre espaço para soluções digitais e híbridas, como as da gigante do varejo, que tenta consolidar sua presença no setor de saúde após lançar serviços de telemedicina e entrega de medicamentos nos últimos anos.
Transformação do setor
Com as novas máquinas, a Amazon pretende redefinir a experiência de compra de remédios e ampliar sua atuação no mercado de saúde, que movimenta trilhões de dólares por ano. Como destacou a Reuters, a empresa enxerga nesse formato uma oportunidade de aproximar tecnologia, praticidade e cuidado médico uma aposta que pode transformar a forma como os americanos compram seus medicamentos.
De acordo com a Reuters, o projeto começará a funcionar em dezembro nas unidades de Los Angeles, com planos de expansão para outras cidades dos Estados Unidos nos próximos meses.
