Adeus, zíper: essa tecnologia flexível e minimalista pode dominar o futuro da moda

Este novo modelo chama atenção à primeira vista por um detalhe inusitado, que o diferencia do antigo zíper

Nova 'criação' japonesa pode substituir o zíper como conhecemos em breve

Nova 'criação' japonesa pode substituir o zíper como conhecemos em breve | Pixabay/Pexels

Um dos adereços mais populares e que praticamente não sofreu atualizações ao longo dos anos desde sua criação é, sem dúvidas, o zíper. Composto por duas fileiras de dentes entrelaçados, um cursor deslizante e uma fita de tecido que o sustenta.

Segundo informações da Wired, a marca japonesa YKK, responsável por grande parte da produção mundial de zíperes, decidiu inovar o mecanismo de uma forma simples e prática.

Adeus zíper

Batizado de AiryString, este modelo chama atenção à primeira vista por um detalhe inusitado: ele não possui fita de tecido. Definido como mais leve, fino e flexível, o novo design oferece uma aparência mais fluida e moderna às peças.

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A ideia de alterar o formato do zíper começou a ser desenvolvida em 2017, sendo apresentada pela primeira vez na feira JIAM 2022 Osaka, que evidenciou o cuidado e o tempo de desenvolvimento característicos da empresa.

Origem do zíper

O zíper foi apresentado pela primeira vez em 1893, na Exposição Mundial de Chicago, nos Estados Unidos. Na ocasião, tratava-se de uma versão piloto do projeto do que viria a ser este utensílio.

Ela possuía minúsculos ganchos e argolas, desenvolvidos pelo engenheiro americano Whitcomb L. Judson.

De acordo com o próprio Judson, a ideia surgiu depois que ele ficou exausto de ter de refazer constantemente os nós de seus sapatos. Então, resolveu desenvolver algo que fosse composto por ganchos e furos.

A princípio, porém, o mecanismo não funcionava bem, pois não conseguia fechar com facilidade e frequentemente abria nas horas impróprias.

Já em 1912, o zíper começou a ser popularizado ao ser usado em roupas, em vez de calçados, graças ao trabalho do sueco-americano Gideon Sundbäck. Essa versão já se assemelha à forma pela qual o conhecemos atualmente.