Ao menos nove pessoas tiveram a doença de ‘Três Graças’ na Baixada Santista em 2025

A condição difícil de Lígia (Dira Paes) retrata a realidade de diversos brasileiros, que buscam ajuda no Sistema Único de Saúde (SUS)

Lígia em 'Três Graças'

Lígia em 'Três Graças' | Reprodução/Globo

A novela “Três Graças” está abordando a hipertensão arterial pulmonar, uma doença rara e progressiva na trama de Lígia (Dira Paes), que pode abalar toda a narrativa da família. Na Baixada Santista, a condição grave atingiu cerca de nove pessoas em 2025, segundo dados públicos.

Nos últimos capítulos, Gerluce (Sophie Charlotte) descobriu que a saúde da mãe piorou por conta da medicação falsa entregue à população pela Fundação Ferette. Os medicamentos contêm farinha em vez de princípios ativos, e já vitimou personagens na trama.

Embora a história polêmica não aconteça na vida real, ao menos sete pacientes foram internados na Baixada Santista com a dificuldade na passagem do sangue pelas artérias e veias dos pulmões.

Em nota enviada ao Diário do Litoral, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP) informou que “de janeiro até agosto de 2025 foram registrados dois procedimentos clínicos ambulatoriais e sete internações por hipertensão pulmonar no Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada Santista”.

Por outro lado, “em todo ano de 2024 foi registrado um procedimento clínico ambulatorial e 34 internações por hipertensão pulmonar no DRS” da região do litoral sul.

História de Lígia

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Sintomas da doença

Embora Lígia diga que se trata de uma “doença de rico”, o diagnóstico complexo pode ser obtido por qualquer indivíduo, sem distinção de raça ou classe social.

Dentre os sintomas estão falta de ar, fadiga, inchaço nas pernas e, em estágios avançados, pode levar à insuficiência cardíaca. Em casos severos, o tratamento pode exigir internação hospitalar e até transplante pulmonar.

Para a confirmação do diagnóstico, exige exames essenciais como o cateterismo cardíaco, que são de difícil acesso em muitas regiões do país. No Brasil, há subnotificação de casos e falta de dados nacionais.

Entenda mais detalhes sobre a doença no vídeo publicado pelo CardioPedBrasil.