Bia Miranda nega uso irregular de dólares falsos após operação policial

A influenciadora afirmou que o dinheiro cenográfico apreendido seria usado em ensaio e disse que não tentou enganar seguidores

A influenciadora Bia Miranda já foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro

A influenciadora Bia Miranda foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro | Reprodução

A influenciadora Bia Miranda se manifestou neste sábado (28) após ser alvo de operação da Polícia Civil que apreendeu cerca de US$ 40 mil em notas cenográficas em sua residência.

Em vídeos publicados nas redes sociais, ela negou qualquer tentativa de enganar seguidores e afirmou que o material seria utilizado apenas em um ensaio fotográfico. “Eu ia fazer uma foto deitada no chão com um monte de dólar. Todo mundo ia saber que era falso”, disse.

Segundo a influenciadora, o dinheiro foi adquirido online para compor a estética de imagens inspiradas em perfis internacionais. Ela também afirmou que nunca publicou conteúdos com esse tipo de material e desafiou internautas a encontrarem registros semelhantes em suas redes.

Bia disse ainda que as notas estavam lacradas no momento da apreensão e que havia provas no celular, também recolhido, de que o uso seria restrito a fotografias. A influenciadora criticou a abordagem dos agentes e afirmou ter sido surpreendida pela interpretação de que o material poderia configurar irregularidade. “Veio escrito ‘sem valor’. Como eu ia adivinhar?”, declarou.

Em nota, a defesa sustentou que não houve prática ilegal e que o dinheiro cenográfico foi adquirido de forma regular, sem uso para induzir terceiros ao erro. Os advogados informaram que irão colaborar com as investigações.

A operação ocorreu na sexta-feira (27), no âmbito da segunda fase da Operação Desfortuna, conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Além das notas, foram apreendidos joias, um veículo e dispositivos eletrônicos, que passarão por análise.

Segundo os investigadores, a apuração envolve a divulgação de plataformas de apostas ilegais nas redes sociais. A polícia apura se o material era utilizado para atrair seguidores e promover esse tipo de conteúdo.

A Justiça também analisa pedido de bloqueio de contas ligadas à influenciadora. Bia Miranda já havia sido citada na primeira fase da operação, realizada em 2025, mas não foi localizada à época.