A Justiça paulista concedeu uma redução de 69 dias na pena do ex-jogador de futebol Robinho, que cumpre nove anos de prisão na Penitenciária II de Tremembé, em São Paulo. O benefício foi obtido pelo condenado após ele comprovar ter realizado uma série de atividades educacionais e culturais dentro do presídio. A informação foi divulgada pelo colunista Rogério Gentile, do UOL.
A decisão, publicada no Diário de Justiça no último dia 28 de outubro, levou em conta a participação de Robinho em 11 cursos entre abril de 2024 e janeiro de 2025, totalizando uma carga horária de 132 horas.
Além dos cursos não detalhados, o ex-atleta garantiu a redução da sentença por ter frequentado 464 horas de aulas do Ensino Médio e por ter lido cinco livros durante o período. Os benefícios concedidos estão amparados pela Lei de Execução Penal (art. 126, § 1º, inciso I) e pela Resolução nº 391 do Conselho Nacional de Justiça.
Presídio dos Famosos
Robinho está detido na penitenciária Dr. José Augusto Salgado, mais conhecida como Tremembé II, no Vale do Paraíba, o complexo famoso por custodiar condenados em casos de grande repercussão, como Suzane Von Richthofen e Elize Matsunaga.
Recentemente, em vídeo divulgado pelo Conselho da Comunidade de Taubaté, o ex-jogador refutou alegações de tratamento diferenciado, afirmando que suas condições na prisão são as mesmas dos outros reeducandos: “Minha alimentação, o horário que eu durmo. É tudo igual a todos os outros”.
“Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente. Faço tudo aquilo que os outros reeducandos também têm possibilidade de fazer, que é a oportunidade do trabalho, da leitura de um livro e, de vez em quando, quando queremos jogar um futebol, é liberado quando não tem trabalho no dia de domingo.”
O ex-atacante, que marcou carreira nos times do Santos, Milan e na Seleção Brasileira, foi condenado em última instância pelo Judiciário italiano em 2022 por violência sexual em grupo contra uma mulher de origem albanesa em 2013, em Milão.
A sentença foi homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em março de 2024 e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro, autorizando o cumprimento da pena no Brasil.
