Descubra o ‘segredo’ milenar e sem cortes que está salvando pets idosos e cavalos da dor crônica

Especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária oferece alívio imediato para dores e auxilia na recuperação de cavalos e touros

Além das agulhas tradicionais, o médico veterinário pode associar outras terapias para potencializar os resultados

Além das agulhas tradicionais, o médico veterinário pode associar outras terapias para potencializar os resultados | Imagem gerada por IA

A acupuntura, técnica originária da Medicina Tradicional Chinesa, consolidou-se como uma aliada fundamental da medicina veterinária integrativa. Recentemente, a aplicação desse método em animais de grande porte, como cavalos e touros, tem demonstrado resultados surpreendentes no reequilíbrio energético e na saúde física desses pacientes monumentais. 

Ao unir práticas milenares à medicina tradicional, é possível proporcionar longevidade e conforto térmico e motor, tratando o animal de forma sistêmica.

O procedimento baseia-se no uso de agulhas finas ou eletroestimulação em pontos específicos do corpo para estimular a contração muscular e a comunicação neurológica. 

Em animais de grande porte, a técnica é altamente eficaz para tratar dores crônicas, lesões musculares e problemas dorsais. 

Para cavalos atletas, por exemplo, a terapia ajuda a aliviar a tensão de treinos intensos, otimizando o condicionamento físico e acelerando a cicatrização de lesões em tendões.

Indicações para pets e grandes animais

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Reconhecida oficialmente como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a acupuntura estimula a circulação sanguínea e o sistema nervoso. 

Esse processo faz com que o organismo libere substâncias analgésicas e anti-inflamatórias naturais, melhorando a imunidade e ativando processos regenerativos.

As indicações são abrangentes e tratam desde problemas de coluna, como hérnias de disco e artroses, até distúrbios respiratórios e metabólicos, como diabetes e hipotireoidismo. 

A técnica também é eficaz em quadros comportamentais, auxiliando animais que sofrem de depressão ou ansiedade de separação. 

Por ser indolor na maioria das vezes, muitos animais relaxam durante a sessão, que dura cerca de uma hora, chegando até a dormir enquanto as agulhas agem nos pontos de dor.

Modalidades complementares na medicina integrativa

A avaliação para o tratamento é detalhada, levando em conta o estado emocional, a alimentação e o ambiente em que o animal vive. Além das agulhas tradicionais, o médico veterinário pode associar outras terapias para potencializar os resultados:

Moxabustão: Acupuntura térmica feita com bastão de Artemísia que gera calor com ação anti-inflamatória.

Eletroacupuntura: Uso de correntes elétricas suaves para potencializar a estimulação nervosa.

Hemopuntura: Aplicação de sangue do próprio animal em pontos estratégicos, sendo muito útil em casos de anemia ou recuperação pós-quimioterapia.

Laserpuntura: Substitui as agulhas pelo laser em animais mais agitados ou ariscos, mantendo a eficácia contra a dor.

A técnica pode ser aplicada em animais de qualquer idade, sendo uma alternativa valiosa para pets idosos que não suportariam intervenções cirúrgicas. 

Embora não tenha contraindicações gerais, o tratamento exige cautela em fêmeas gestantes ou em áreas com tumores na coluna.

O acompanhamento deve ser feito sempre por profissionais especializados, garantindo que o tempo e a quantidade de sessões sejam ajustados conforme a melhora clínica e o bem-estar do paciente.