O influenciador Matteus Amaral, conhecido como Matteus Alegrete após sua participação no BBB 24, anunciou nesta quinta-feira (26) sua pré-candidatura a deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Ele se filiou ao Progressistas e pretende disputar uma vaga na Câmara nas eleições deste ano.
Vice-campeão do reality, o gaúcho afirmou que a entrada na política está ligada à tentativa de ampliar sua atuação social. “Eu venho de uma realidade simples, do interior, e sei na prática os desafios de quem vive do campo. Quero transformar essa vivência em ação, levando uma representação verdadeira para Brasília”, disse.
Entre as pautas defendidas pelo pré-candidato estão a valorização do trabalho rural, o incentivo ao empreendedorismo, o fortalecimento do agronegócio e o desenvolvimento do turismo e da cultura gaúcha como motores econômicos. “Minha decisão não é sobre visibilidade, e sim sobre responsabilidade. Quero contribuir de forma concreta”, afirmou.
O anúncio da pré-candidatura ocorre sob a sombra de uma polêmica envolvendo o passado acadêmico/InstagramHistórico e projeção
Matteus ganhou projeção nacional após sua passagem pelo reality da TV Globo, o que ampliou sua base de seguidores nas redes sociais. A movimentação segue uma tendência recente de figuras públicas que utilizam visibilidade digital como trampolim para a política institucional.
Controvérsia com cotas
Curiosamente, o anúncio da pré-candidatura ocorre sob a sombra de uma polêmica envolvendo o passado acadêmico do influenciador. O Instituto Federal Farroupilha (IFF) confirmou que ele ingressou em 2014 no curso de Engenharia Agrícola por meio de cota racial, ao se autodeclarar preto, requisito para acesso à política afirmativa.
O caso ganhou repercussão após divergências entre a versão apresentada por Matteus e os registros institucionais. Segundo ele, terceiros teriam preenchido sua inscrição. No entanto, a instituição apontou que a autodeclaração foi assinada, o que levantou questionamentos.
Além da vaga, o influenciador também recebeu valores do programa Bolsa Permanência, destinado a estudantes de baixa renda, quilombolas ou indígenas. Não há registro de indiciamento criminal até o momento, mas o episódio reacendeu debates sobre critérios e fiscalização de políticas de cotas no país.
