O ano de 2026 reserva grandes emoções para os entusiastas da astronomia, e o primeiro ato desse espetáculo já tem data marcada: 17 de fevereiro, uma terça-feira. Trata-se de um eclipse solar anular, fenômeno que transforma o Sol em um impressionante “anel de fogo” no céu.
O evento será visível em sua plenitude na Antártida, mas deixará rastros de parcialidade que poderão ser apreciados em partes da América do Sul e da África.
A ciência por trás do “Anel de Fogo”
Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o eclipse solar anular ocorre devido a uma coincidência geométrica e orbital. Para que ele aconteça, a Lua precisa estar em seu apogeu, o ponto de sua órbita mais distante da Terra.
Nessa posição, o tamanho aparente da Lua no céu é ligeiramente menor que o do Sol. Por isso, ao se alinhar entre a Terra e a nossa estrela central, o disco lunar não consegue bloquear completamente a luminosidade solar.
O resultado visual é uma borda dourada e brilhante que envolve a silhueta escura da Lua, criando a imagem que apelidou o fenômeno de “Anel de Fogo”.
Onde e como observar?
Embora a faixa de anularidade (onde o anel é perfeito) atravesse áreas remotas da Antártida, o fenômeno poderá ser visto como um eclipse parcial em diversas regiões do Hemisfério Sul. No Brasil, dependendo da localização geográfica, observadores poderão notar uma pequena “mordida” no disco solar.
Vale lembrar que, diferentemente de um eclipse lunar, a observação do Sol exige proteção rigorosa. O uso de óculos escuros comuns, chapas de raio-X ou vidros esfumaçados é contraindicado e pode causar danos irreversíveis à retina. O ideal é o uso de filtros de soldador número 14 ou óculos astronômicos com certificação ISO.
Um ano de fenômenos: O calendário de 2026
Se você perder o evento de fevereiro, 2026 ainda oferecerá outras três oportunidades para observar o balé cósmico entre Terra, Lua e Sol:
- 3 de março – Eclipse Lunar Total: A famosa “Lua de Sangue”. O satélite mergulhará na sombra da Terra (umbra), assumindo uma tonalidade avermelhada. Será visível em todas as Américas, Ásia e Austrália.
- 12 de agosto – Eclipse Solar Total: Um dos eventos mais aguardados da década. O dia virará noite em países como Espanha, Islândia e Portugal.
- 27 e 28 de agosto – Eclipse Lunar Parcial: Um encerramento discreto, mas belo, visível na Europa, África e em grande parte do continente americano.