Uma nova variante da Covid-19 entrou no radar das autoridades de saúde em todo o mundo. Trata-se da BA.3.2, apelidada de “Cicada”, que vem chamando a atenção por seu alto número de mutações e rápida disseminação internacional.
Detectada pela primeira vez em novembro de 2024, na África, a cepa já foi identificada em ao menos 23 países até fevereiro de 2026 e passou a circular com mais intensidade nos Estados Unidos, inclusive sendo encontrada em amostras de esgoto em diversos estados.
O que é a variante ‘Cicada’?
A BA.3.2 é uma linhagem do coronavírus considerada “altamente divergente”, com cerca de 70 a 75 mutações na proteína spike, estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas.
Esse alto número de alterações genéticas é justamente o que preocupa especialistas, já que pode facilitar a disseminação e dificultar a resposta do sistema imunológico.
O apelido “Cicada” (cigarra) surgiu porque a variante apareceu em grande quantidade após um período sem registros, uma analogia ao comportamento do inseto.
O apelido “Cicada” (cigarra) surgiu porque a variante apareceu em grande quantidade após um período sem registrosEla é mais perigosa?
Até agora, não há evidências de que a BA.3.2 cause quadros mais graves da doença. Segundo especialistas, o principal ponto de atenção é a alta transmissibilidade
“O grande número de mutações favorece a disseminação, mas não há indicação de aumento na gravidade”, explica o infectologista Marcelo Otsuka.
Ou seja, o cenário atual é de mais casos, mas sem agravamento proporcional da doença.
Vacinas podem perder eficácia?
Essa é uma das maiores preocupações. Como as vacinas foram desenvolvidas com base em versões anteriores do vírus, as mutações, especialmente na proteína spike, podem reduzir a eficácia da resposta imunológica.
Mesmo assim, especialistas reforçam que as vacinas ainda oferecem proteção, principalmente contra casos graves. Ainda assim, pode ser necessário atualizar as fórmulas, como já ocorre com a gripe.
Especialistas reforçam que as vacinas ainda oferecem proteção, principalmente contra casos gravesQuais são os sintomas?
Os sintomas são semelhantes aos das variantes mais recentes:
- Dor de garganta
- Tosse
- Congestão nasal
- Cansaço
- Dor de cabeça
- Febre
- Náusea ou diarreia (em alguns casos)
Segundo especialistas, o principal ponto de atenção é a alta transmissibilidadeJá chegou ao Brasil?
Até o momento, não há registro da variante BA.3.2 no Brasil. Mesmo assim, especialistas alertam para a importância do monitoramento constante, já que o vírus continua evoluindo e circulando globalmente.
Ela pode se tornar dominante?
Sim, é uma possibilidade, mas ainda não é o cenário atual.
A variante segue em observação por autoridades de saúde, que acompanham:
- Taxa de transmissão
- Capacidade de escapar da imunidade
- Impacto clínico
O que fazer agora?
As recomendações seguem semelhantes às já conhecidas:
- Manter a vacinação atualizada
- Fazer teste em caso de sintomas
- Evitar contato com outras pessoas ao testar positivo
- Usar máscara em situações de risco
Especialistas reforçam que a Covid-19 passou a se comportar como outras doenças respiratórias, exigindo vigilância contínua.
Há motivo para preocupação?
Por enquanto, não há motivo para pânico.
O consenso entre especialistas é que a variante precisa de monitoramento, mas não há motivo para alarme imediato.
