Pesquisadores estão focando no lúpulo, um dos principais componentes da cerveja, por suas promissoras contribuições à saúde. Estudos em laboratório e com animais vêm revelando características benéficas, quase que superpoderes, despertando a curiosidade científica.
Dezenas de investigações em diferentes frentes indicam que este ingrediente possui propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e até antitumorais. Além disso, há evidências de que pode ajudar a regular o açúcar no sangue.
“O lúpulo é a estrela do show”, conforme Glen Fox, professor de ciência cervejeira na Universidade da Califórnia, em entrevista à National Geographic. Essa perspectiva orienta a busca por mais conhecimento sobre seus efeitos.
Veja também que um tradicional parceiro da cerveja ajuda o coração e previne doenças.
Explorando os benefícios
O lúpulo, especialmente as flores da planta fêmea, é uma rica fonte de antioxidantes. Esses compostos vitais protegem as células de danos e constituem 14% da composição da planta, contribuindo para suas funcionalidades.
Entre os antioxidantes mais promissores, destacam-se os ácidos amargos e os polifenóis. O xanthohumol, um polifenol encontrado exclusivamente no lúpulo, tem se mostrado particularmente interessante em estudos com células animais.
A aplicação de xanthohumol em células de camundongos demonstrou a capacidade de reduzir os níveis de glicose e os danos provocados pelo colesterol “ruim”. Ele também se mostra eficaz contra células cancerígenas em vários tipos de tumores.
Conheça também outros 10 benefícios surpreendentes da cerveja para a saúde.
Além do copo
O xanthohumol também tem sido associado à melhora de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn. Um aspecto notável é que o corpo não o expele pela urina, mas o processa e elimina com a bile.
Importante frisar que os benefícios do antioxidante não dependem do consumo excessivo de cerveja. Mesmo as cervejas mais ricas em lúpulo contêm apenas de quatro a cinco miligramas de xanthohumol, uma quantidade modesta.
Produtores e cientistas estão trabalhando para cultivar lúpulos com maior teor de polifenóis e para garantir que esses compostos cheguem intactos ao produto final. Suplementos de xanthohumol também já estão disponíveis para quem busca seus efeitos.
