O mercado da saúde sexual feminina acaba de sofrer uma mudança importante. A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA, ampliou a recomendação de uso do Addyi (flibanserina), o famoso “Viagra feminino”.
Agora, mulheres que já passaram pela menopausa e possuem mais de 65 anos também podem contar com a prescrição do fármaco.
Diferente da versão masculina, o Addyi não trata uma resposta física, mas sim o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), focando no sofrimento emocional causado pela falta de libido.
Veja também: Cientistas revelam a idade em que o corpo humano começa, de fato, a ficar velho
Como o Addyi age no corpo?
Ao contrário do Viagra masculino, que melhora o fluxo sanguíneo, o Addyi é um modulador de neurotransmissores. Ele atua diretamente no cérebro, equilibrando substâncias ligadas ao prazer e ao humor:
- Dopamina e Norepinefrina: São estimuladas para aumentar a excitação e o foco.
- Serotonina: É regulada para evitar que atue como um “freio” do desejo sexual.
Por que nascidos entre 1950 e 1970 são mais resilientes que a geração mais jovem?
O que você precisa saber antes de usar
Diferente de uma pílula azul que se toma antes da relação, o tratamento com flibanserina é diário. Além disso, ele exige cautela rigorosa com o estilo de vida.
- Consumo de Álcool: risco severo de desmaios e queda de pressão (hipotensão).
- Uso Contínuo: o efeito não é imediato; o equilíbrio químico leva semanas.
- Efeitos Colaterais: tontura, náusea, cansaço e boca seca são comuns.
- Restrições: proibido para pessoas com insuficiência hepática ou gestantes.
A polêmica do “desejo em pílula”
Especialistas em saúde feminina reforçam que a libido é um “quebra-cabeça”. Durante a menopausa, a queda hormonal é um fator real, mas não o único. Sobrecarga diária, qualidade do relacionamento e saúde mental são peças fundamentais.
Embora o Addyi ofereça uma alternativa medicamentosa inédita para mulheres mais velhas, médicos alertam: a pílula não é mágica. Ela funciona melhor quando aliada a um acompanhamento integral, que pode incluir desde a reposição hormonal correta até terapias de bem-estar.
Importante: jamais confunda tratamentos aprovados como este com o “chip da beleza”, que não possui comprovação de segurança e oferece riscos severos à saúde.
