A confirmação do primeiro caso de Mpox no município de Santos (SP) nesta sexta-feira (20) colocou a doença novamente no centro das atenções da população e das autoridades sanitárias.
O registro acende um alerta para a circulação do vírus em áreas urbanas e reforça a necessidade de informação sobre os sintomas e formas de prevenção.
O que é a Mpox
A Mpox é uma doença zoonótica viral causada pelo MPXV (Mpox vírus), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres, especialmente roedores, que abrigam o vírus.
Embora a doença seja endêmica em algumas regiões da África, nos últimos anos ela passou a ser registrada em países fora dessas áreas, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência de saúde pública em 2022. Agora, com novos casos no Brasil em 2026, o monitoramento se intensifica.
Sinais e sintomas
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da Mpox incluem:
- Erupções cutâneas ou lesões de pele;
- Linfonodos inchados (ínguas);
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo;
- Calafrios;
- Fraqueza.
O período de incubação, intervalo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas, varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a até 21 dias. A transmissibilidade se mantém enquanto as lesões de pele estiverem ativas, cessando apenas quando as crostas caem completamente.
Características das lesões
As lesões cutâneas, marca registrada da doença, podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado.
Com a evolução, formam crostas que secam e caem. O número de lesões pode variar de algumas poucas a milhares, dependendo da gravidade do caso. Elas tendem a se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem surgir em qualquer parte do corpo.
Tratamento e suporte clínico
Até o momento, não há medicamento específico aprovado para o tratamento da Mpox. As abordagens terapêuticas são baseadas em medidas de suporte clínico, com o objetivo de aliviar os sintomas, tratar complicações e evitar sequelas.
A boa notícia é que a maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada, com recuperação espontânea.