Recidiva do câncer de mama: entenda riscos dessa ameaça invisível

O retorno da doença pode ocorrer meses ou até anos após o tratamento, podendo se manifestar localmente, na mesma mama ou região, ou em outras partes do corpo

O retorno do câncer de mama pode ocorrer meses ou até anos após o tratamento inicial

O retorno do câncer de mama pode ocorrer meses ou até anos após o tratamento inicial | Divulgação

Embora os avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de mama tenham contribuído para aumentar as taxas de sobrevivência, um aspecto crucial ainda é extremamente negligenciado, a compreensão sobre a recidiva do câncer de mama.

Neste ano, o Centro de Informação e Epidemiologia da Fundação Oncocentro de São Paulo registrou aumento nas taxas de mortalidade por câncer de mama  no estado.

A recidiva do câncer de mama, ou seja, quando a doença volta após o tratamento inicial, pode ocorrer de diversas formas, podendo ser local, regional ou metastática, e exige novo tratamento, que pode variar dependendo da situação. 

O retorno do câncer de mama pode ocorrer meses ou até anos após o tratamento inicial. Ele pode se manifestar localmente, na mesma mama ou região, ou até mesmo em outras partes do corpo, afetando órgãos como pulmões, ossos ou fígado.

Recidiva local: o câncer volta no mesmo local do tumor original, na mama ou na cicatriz da cirurgia. 

Recidiva regional: o câncer volta em locais próximos à mama, como nos linfonodos axilares, na área das clavículas ou na parte interior da pele do peitoral.

Recidiva metastática: o câncer volta em outras partes do corpo, pois as células cancerígenas viajaram pela corrente sanguínea. 

Fatores

Fatores de risco para a volta do câncer de mama variam de acordo com as características da paciente, como idade e estilo de vida, além de fatores da própria doença.

Entre eles estão o estágio em que o tumor foi descoberto, o tipo de células envolvidas, a velocidade de replicação e a presença de alguns marcadores identificados na imuno-histoquímica que podem influenciar o comportamento do câncer. 

Também é importante considerar se a retirada do tumor foi completa e como o organismo respondeu ao tratamento. Esses elementos ajudam os profissionais de saúde a definir os cuidados mais adequados para cada paciente.

Tratamentos:

Cirurgia

A cirurgia pode ser usada para remover o tumor recidivado, dependendo da localização.

Quimioterapia

A quimioterapia é indicada para controlar o crescimento do tumor, especialmente em casos de recidiva metastática.

Terapia hormonal

A terapia hormonal pode ser usada para bloquear os receptores hormonais do tumor, especialmente em casos de recidiva local ou regional.

Radioterapia

A radioterapia pode ser usada para controlar o crescimento do tumor em locais específicos, como nos linfonodos axilares. 

Detecção precoce e acompanhamento

A mamografia anualmente e outros exames, como ultrassom e ressonância magnética, são importantes para detectar a recidiva o mais cedo possível. 

Além disso, é fundamental o acompanhamento médico regular para monitorar a saúde e identificar sinais de recidiva. 

Uma dieta saudável, controle do peso, prática de exercícios e evitação do consumo de álcool podem ajudar a reduzir o risco de recidiva. 


Saúde mental

Para muitas mulheres, o temor de uma nova ocorrência acompanha toda a jornada pós-tratamento, o que evidencia a importância de uma abordagem que contemple também o bem-estar emocional. 

Nesse contexto, o papel do conhecimento, tanto por parte das pacientes quanto dos profissionais de saúde, torna-se cada vez mais central. 

Sendo necessário um acompanhamento multidisciplinar dessa paciente e que cada uma delas receba orientação sobre seus riscos de o câncer voltar, assim como informar todos os caminhos para reduzir a chance da recidiva.

Câncer de mama no Brasil

Desde 2020, o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete mulheres, com 24,5%, dos casos, sendo ainda a principal causa de mortalidade por câncer.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, estimam-se 74 mil novos casos de câncer de mama por ano até 2025, correspondendo a um risco estimado de 66,54 casos novos a cada 100 mil mulheres.